Campanha das Ilhas de Salomão - Guadalcanal

Agosto de 1942 – fevereiro de 1943

Campanha das Ilhas de Salomão - Guadalcanal

A campanha das ilhas de salomão junto com A batalha de midway  são os dois eventos cruciais na Segunda Guerra Mundial, no Pacífico

fuzileiros Navais Americanos no Rio

Fuzileiros navais americanos patrulhando as margens do rio Matanikau, em Guadalcanal, em setembro de 1942.

Contexto Geral

A Campanha das Ilhas Salomão, também conhecida como Batalha de Guadalcanal, foi um importante conflito da Segunda Guerra Mundial, ocorrido entre 1942 e 1943. Embora tenha abrangido várias ilhas do arquipélago de Salomão, os combates mais intensos e decisivos aconteceram na ilha de Guadalcanal, tornando-a o principal foco da campanha. Ela foi travada entre as forças japonesas e forças aliadas (sendo principalmente Estados Unidos), em que as forças aliadas, lideradas pelos EUA, lançaram sua primeira ofensiva estratégica contra o Japão a fim de capturar um campo de aviação (Henderson Field) em construção e impedir a expansão japonesa no Pacífico.
A operação se estendeu por seis meses, transformando-se em uma longa campanha que envolveu intensos combates entre navios e aeronaves da Marinha dos EUA, além das forças terrestres e aéreas do Corpo de Fuzileiros Navais e do Exército, contra a resistência japonesa tanto em terra quanto no mar.

Detalhes sobre o conflito:

Contexto Rápido: Guerra do Pacífico Segunda Guerra Mundial

Localização: Sudoeste do Oceano Pacífico, a nordeste da Austrália. Coordenadas: 9° 37' 2" S, 160° 11' 19" E

Data(s): Agosto 1942 – Fevereiro 1943

Envolvidos: Forças Japonesa e Forças Aliadas

Dados Quantitativos:

Estados Unidos da America

+Aliados

7.100 mortos

7 789+ feridos

4 capturados

29 navios afundados

615 aeronaves abatidas

10.000 fuzileiros navais

Japão

19.200 mortos

1 000 capturados

38 navios afundados

683 aeronaves abatidas

Desfecho da vitória:

Estados Unidos da America

+Aliados

Quais foram os objetivos do japão em Guadalcanal

Guadalcanal é uma ilha localizada a 5.500 km do Japão. Estando entre a rota entre os Estados Unidos e Austrália, a Marinha Japonesa criou um campo de aviação no local em julho de 1942, utilizando-o como base de linha de frente para impedir a colaboração entre as duas nações. Japão havia desembarcado na Nova Guiné, que era território australiano, e estavam intensificando sua ofensiva contra a Austrália.

- Objetivo falhos -

No entanto, quando o aeródromo estava quase finalizado, uma força imensa de mais de 10.000 fuzileiros navais americanos desembarcou e conquistou a ilha rapidamente. Os japoneses tentaram retomar o controle, mas cometeram um erro grave de avaliação. O Quartel-General Imperial em Tóquio, responsável pelo planejamento operacional, acreditava que um contra-ataque americano não ocorreria antes de 1943 e subestimou a força americana, estimando-a em cerca de 2.000 soldados.

mapa de Guadalcanal

A imagem mostra um mapa do Oceano Pacífico, destacando a localização das Ilhas Salomão (ガダルカナル島 - "Ilha Guadalcanal" em japonês) entre a Austrália (オーストラリア) e os Estados Unidos (アメリカ).

Em 7 de agosto, os militares americanos desembarcaram.

Com 900 homens, levemente armados. Eles foram aniquilados pelo poder de fogo das forças americanas. Em seguida, mobilizaram o Destacamento Kawaguchi, a 2ª Divisão e a 38ª Divisão, mas todos foram derrotados.
Subestimaram o poder dos inimigos.

"As estratégias do exército e da marinha do Japão não se alinharam e eles não conseguiram concentrar suas forças"
disse o tenente-coronel Tatsushi Saito (60), do Instituto Nacional de Estudos de Defesa.

Batalhas - Linha do Tempo

BATALHA DE GUADALCANAL (1942–1943)

Início da invasão aliada: Tropas dos EUA desembarcam em Guadalcanal, Tulagi e Florida, começando a ocupar a ilha para impedir o controle japonês.

Desembarque em Guadalcanal

Vencendo a batalha naval e causando grandes perdas aos Aliados, o almirante japonês Gunichi Mikawa perdeu a chance de destruir os navios de transporte, que levavam suprimentos e reforços para os americanos em Guadalcanal.

Batalha da Ilha de Savo

Enfrentamento aéreo e naval entre porta-aviões aliados e japoneses, com perdas significativas para ambos os lados.

USS  Enterprise manobrando radicalmente sob ataque aéreo e em chamas em 24

Batalha do Cabo da Esperança

Forças navais japonesas tentam reforçar suas tropas em Guadalcanal, mas são interceptadas e sofrem pesadas baixas.

Batalha do Campo de Henderson

Foi uma batalha terrestre, marítima e aérea da campanha do Pacífico da Segunda Guerra Mundial. A batalha foi a última das três grandes ofensivas terrestres conduzidas pelos japoneses durante a campanha de Guadalcanal .

Combate decisivo entre forças navais aliadas e japonesas, resultando na destruição de vários navios de guerra japoneses e no fortalecimento da posição aliada na ilha.

Batalha do Campo de Henderson

As forças japonesas evacuam Guadalcanal após pesadas derrotas, encerrando a campanha com vitória da força aliada.

Visão do Mapa

A imagem é um mapa da Ilha de Guadalcanal e das ilhas circundantes (como Florida, Tulagi, Savo, Gabutsu-Tannabogo e Malaita), datado de 5 de agosto de 1942. O mapa detalha as "Posições do Exército Japonês" e os "Postos de Observação do Exército Japonês" na ilha de Guadalcanal e nas ilhas vizinhas, como a Ilha de Florida e a Ilha de Tulagi. O Cabo Lunga refere-se a Lunga Point.

mapa dos pontos estratégicos

CONDIÇÕES DA ILHA e suas MORTES

A ilha de Guadalcanal tinha terreno de selva densa, clima tropical inóspito (calor, humidade e mosquitos), terrenos pantanosos, uma batalha em um campo selvagem, onde uma maior parte morria por malária(uma doença infecciosa aguda causada por um parasita, transmitido pela picada da fêmea do mosquito ).
Cerca de mais 20.000 soldados japoneses morreram durante o período de guerra, porém estima-se que 15.000 morreram devido à fome e doenças pela falta de suprimentos, aproximadamente 70%. Este caso foi levado à ilha Guadalcanal, a ser apelidada de “ilha da fome”. Nas doenças inclui malária, diarreia, inação, etc.

Pessoas Importantes na Batalha de Guadalcanal

duas pessoas das forças japonesa

Masanobu Tsuji

Tsuji foi mandado para Guadalcanal no final de 1942, ele planejou e liderou o último ataque japonês em 23 e 24 de outubro. Depois que os ataques foram derrotados, foi pessoalmente pedir reforços adicionais. Mas ele então aceitou a conclusão da Marinha de que nada poderia passar para a ilha e recomendou a evacuação das tropas restantes. Ele impressionou o imperador com sua franqueza; mas o fiasco de Guadalcanal o desacreditou.

Hiroaki Abe

Liderou seus navios como grupo de vanguarda na Batalha das Ilhas Salomão Orientais, de 23 a 25 de agosto de 1942 Hiroaki Abe foi vice-almirante da Marinha Imperial Japonesa. Em novembro de 1942, comandou a força enviada para bombardear o Campo Henderson durante a Primeira Batalha Naval de Guadalcanal. Apesar de ter superioridade inicial, não conseguiu cumprir a missão e recuou. Essa hesitação custou caro ao Japão e levou à sua destituição do comando, marcando o fim de sua carreira relevante na guerra.

duas pessoas das forças aliadas

Alexander Vandegrift

foto de Alexander Vandegrift

Em 7 de agosto, ele liderou o desembarque das tropas americanas em Guadalcanal e em outras ilhas do arquipélago das Salomão, dando início à primeira grande ofensiva dos Aliados contra o Japão na Guerra do Pacífico.

Richmond K. Turner

foto de Richmond K. Turner

Na campanha de Guadalcanal, o contra-almirante Richmond Kelly Turner comandou a Força Anfíbia do Pacífico Sul (ComPhibForSoPac), ou Força-Tarefa 62, composta por nove grupos, entre eles a Força de Desembarque, liderada pelo major-general Alexander Vandegrift, e o Grupo de Triagem, sob o contra-almirante Victor Crutchley, da Marinha Real. Turner conduziu as operações ao longo dos cinco meses da campanha até a vitória final, apesar de enfrentar derrotas significativas, como a da Ilha de Savo.

Resultados

A Batalha de Guadalcanal terminou em fevereiro de 1943 com a retirada japonesa, após meses de combates por terra, mar e ar. Os Aliados conseguiram manter o controle do aeródromo de Henderson Field e se consolidaram na ilha, garantindo a vitória contra o Japão no Pacífico. As perdas foram pesadas para ambos os lados, mas muito mais severas para os japoneses, aproximadamente 20.000 mortos, muitos deles vítimas não apenas dos combates, mas também da fome e das doenças que devastaram suas tropas. Os Aliados também sofreram bastante, com aproximadamente 7 mil mortos e vários navios afundados, mas tinham capacidade de reposição muito superior.

As consequências dessa vitória foram profundas. A partir de Guadalcanal, os japoneses perderam a iniciativa estratégica e passaram para uma postura defensiva, enquanto os Estados Unidos e seus aliados assumiram o controle do ritmo da guerra. Tropas experientes e oficiais de elite japoneses foram aniquilados, enfraquecendo o poder militar do país, que já não conseguia repor navios e aviões na mesma proporção que os americanos. Para os Aliados, a conquista da ilha foi um marco psicológico e estratégico: provava que o Japão podia ser derrotado em combates prolongados e fornecia uma base avançada para novas ofensivas no Pacífico.

Assim, Guadalcanal representou não apenas uma vitória militar, mas também uma virada decisiva na Segunda Guerra Mundial, abrindo o caminho para a estratégia de “salto de ilhas”, que levaria os Aliados, passo a passo, até o coração do Império Japonês.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Criado por: Gabriela, Daniela e Isadora

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